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quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Candidatas à prefeitura de Campo Grande assumem discurso anti-PT, mas incorporam a agenda do Modo Petista de Governar

A disputa eleitoral pelo segundo turno em Campo Grande reforça a narrativa anti-pt e anti-Lula. As candidatas Adriane Lopes (PL) e Rose Modesto (União Brasil) transformaram os debates, os programas eleitorais de rádio e TV e nas redes sociais, numa disputa em que tenta esconder as articulações políticas que aconteceram nos bastidores à revelia das matrizes ideológicas . Revela para o eleitor as infidelidades partidárias que vem se fortalecendo a cada campanha, numa arena política em que nossos representantes, inclusive do PT, para se viabilizar eleitoralmente, aceitam todos os tipos de troca de favores, até mesmo com os adversários. Ambas as candidatas, de matrizes liberal popular, assimilam a agenda programática do PT para se viabilizarem eleitoralmente, mas escondem o apoio das lideranças que tem a capacidade de fazer por Campo Grande mudar de prioridades administrativas. Sabem que, ao contrário, seriam rejeitadas nas urnas logo no primeiro turno. As duas candidatas poderiam apresentar uma agenda programática que prevê a privatização dos serviços públicos, inclusive terceirizando a educação pública, como acontece no Paraná, ou da saúde, entregues a racionalidade gerencial privada, para cortar gastos e tirar o Governo estadual e municipal , da linha de frente de problemas cruciais no setor, ou das lucrativas consultorias que enriquecem os amigos do poder, em substituição a implementação das governanças com servidores capacitados e preparados para gerir a máquina pública. No atual modelo de gestão perderam a função e a capacidade de controlar o poder público e abrir caminhos para as grandes negociatas público-privada. Ou ainda, deixar a cidade ao sabor da especulação imobiliária ou sabor dos consórcios que exploram os serviços de limpeza, transporte público, água e esgoto, com tarifas abusivas e serviços de pouca qualidade. Antes de puxar a cortina do palco político, ambas as candidatas, deviam reafirmar que sem o Governo Lula, com o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), o Minha Casa Minha Vida, o Proinfância e os demais recursos disponibilizados pelos ministérios do Governo Federal, a Prefeitura de Campo Grande, por si só, tem a capacidade limitada de investimentos, pois boa parte da receita engolida pela folha de pagamento do funcionalismo, que ainda é insuficiente para atender as demandas por serviços públicos de qualidade. Sentimos a ausência do PT Petista de Governar em Campo Grande nos últimos seis anos. As obras inauguradas, na sua maioria, foram heranças do Governo Dilma Rousseff, depois veio o marasmo no setor de obras e projetos estruturantes , como a canalização do Córrego Anhanduí, ou a finalização de Centros de Educação Infantil ou de unidades de saúde, mal geridas pela gestões anteriores, das quais ambas as candidatas eram coadjuvantes. O que as candidatas não dizem é que Campo Grande, sem a capacidade gerencial do PT, com seus déficits de caixa, viveu um "Apagão" de recursos herdados da Gestão Temer/Bolsonaro. No discurso anti-PT e Anti-Lula colocado para os eleitores de Campo Grande, as prioridades são do jeito PT de Governar, invertendo prioridades. O discurso ideológico conservador e fundamentalista, apresentado no palco político, revela as forças políticas de direita, dividida regionalmente, sem liderança, pois a principal esquizofrenia política nacional se apagou diante da inelegibilidade e seus programas de governo ultrapassados foram escondidos nas disputas municipais e derrotados eleitoralmente nas urnas em 2022. Resta optar pela candidata que não tem medo de ser feliz, que podem precisar dos quase 10% dos eleitores que optaram nas urnas pela renovação política da candidatura do PT, ou da viúva PSDB de Beto Pereira, no primeiro turno. As agenda programáticas são mesmas, a forma de fazer política são as mesmas, resta as duas candidatas gastar a retórica para atrair os eleitores indecisos ou que não votaram no primeiro turno.

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Candidatura de Camila surge de construção coletiva e pode surpreender a eleição em Campo Grande

Camila trabalha para conquistar votos de Lula


 A Cientista Social Camila Jara pelo PT é a única alternativa de esquerda na disputa pela Prefeitura de Campo Grande.  Referenciada por currículo de carreira meteórica, cumprindo apenas dois anos de mandato de Vereadores do município e uma eleição surpreendente  para deputada federal,  agora atenta furar o  dos velhas raposas políticas que historicamente se revezam no comando do Executivo.

A pesquisa encomendadas  até o presente momento, sem dúvida não refletem o desempenho das candidaturas do PT na capital sul-mato-grossense, até mesmo em momentos de refluxos observados no período ostracismo do PT  no quadriênio  Bolsonaro e seus seguidores. Em 2022,  a candidata a governadora pela legenda, Giselle Marques (agora candidata a vereadora) obteve o percentual de   6,92% dos votos válidos (34.032 votos), ficando em 6º lugar na disputa. O percentual é semelhante ao desempenho de Camila nas urnas de Camila na eleição para deputada federal, com aproximadamente 45 mil votos. Estes indicadores mostram um eleitorado cativo à  legenda de esquerda em Campo Grande.

Outro indicativo a ser notado, é o comportamento de setores da imprensa de Campo Grande na tentativa constante, premeditada de desconstrução da candidatura petista, o que mostra certo temor junto as demais  candidaturas em disputa, empurradas pelo financiamento publicitário estatal do Estado, da Prefeitura de Campo Grande e demais poderes paralelos  .

 A coerência política, o preparo intelectual de Cientista Social, o  uso inteligente das redes sociais, as realizações dos mandatos, respaldados pelo volume de recursos de emendas trazidas do Governo Federal para Mato Grosso do Sul,  faz frente as fórmulas  viciadas, de uso do dinheiro público,  que não é o fundo partidário. Consagra a habilidade política da estreante na Câmara dos Deputados e junto à esfera federal. Tudo isso,em apenas dois anos de mandato, sem a cobrança do tradicional pedágio, intriga outras  legendas, pois inova na forma de fazer política.

A experiência da juventude por duas eleições sucessivas sem o uso da máquina, somada a experiência política  do pré-candidato a  vice,  deputado estadual Zeca do PT, celebra a união interna do velho e do novo PT, visto que o parlamentar tem  o currículo respeitável, como um dos melhores governadores do Estado. Ambas as candidaturas  materializam a  alternativa política da Federação Brasil Esperança  para Campo Grande. Com o apoio dos bons resultados do Governo Lula, o projeto  petista deixa, sem dúvida os demais candidatoss eleitores que anseiam por  renovação e mudança  na Prefeitura de Campo Grande.  Quem apostou na desistência da  candidatura perdeu a Dama na peça do tabuleiro.