Latifúndio Midiota será lançado dia 27 de março
Merece a leitura dos cidadãos que se indignam a manipulação da grande mkída
terça-feira, 27 de março de 2012
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
CUT, COB E UGT da Espanha discutem migração de trabalhadores da
A imigração de trabalhadores bolivianos para o Brasil é para outros países.
da América Latina e Europa foi de encontro desde quinta-feira (18.08 até
sábado (20.08), em Puerto Quijarro. O evento envolveu dirigentes sindicais
da Central Operaria Boliviana - COB, a Central Única dos Trabalhadores -
CUT do Brasil, UGT da Espanha, por meio do Instituto Sindical de Cooperação
e Desenvolvimento, dentro do programa Trabalho Solidário.
Esta e a primeira iniciativa de entidades sindicais dos trabalhadores para
alinhavar ações conjuntas de lutas e identificar as causas e conseqüências
do fluxo migratório de operários dos distritos e departamentos da faixa de
fronteira para cidades com São Paulo e outros países, como a Espanha.
da América Latina e Europa foi de encontro desde quinta-feira (18.08 até
sábado (20.08), em Puerto Quijarro. O evento envolveu dirigentes sindicais
da Central Operaria Boliviana - COB, a Central Única dos Trabalhadores -
CUT do Brasil, UGT da Espanha, por meio do Instituto Sindical de Cooperação
e Desenvolvimento, dentro do programa Trabalho Solidário.
Esta e a primeira iniciativa de entidades sindicais dos trabalhadores para
alinhavar ações conjuntas de lutas e identificar as causas e conseqüências
do fluxo migratório de operários dos distritos e departamentos da faixa de
fronteira para cidades com São Paulo e outros países, como a Espanha.
A comunidade de trabalhadores Bolivianos só no Brasil já ultrapassa a 500 mil
operários, concentrados principalmente no setor de confecção ou de serviços
domésticos. A Estimativa de imigração em todo o mundo, segundo dados
extra-oficiais, já supera 2,5 milhões de pessoas.
No transcorrer do evento apoiado pelo Ministério de Relação Exteriores da Espanha foram discutidas uma agente positiva de trabalho que fortaleça a organização dos trabalhadores bolivianos na região da grande São Paulo.
operários, concentrados principalmente no setor de confecção ou de serviços
domésticos. A Estimativa de imigração em todo o mundo, segundo dados
extra-oficiais, já supera 2,5 milhões de pessoas.
No transcorrer do evento apoiado pelo Ministério de Relação Exteriores da Espanha foram discutidas uma agente positiva de trabalho que fortaleça a organização dos trabalhadores bolivianos na região da grande São Paulo.
O desenvolvimento freado, a falta de empregos e de qualificação técnica profissional foram apontados pelos sindicalistas e dirigentes populares bolivianos como a principal causa da imigração.
Como exemplo, citaram a instalação da Mineradora Mutun, em Puerto Soares, que não amenizou a situação do desemprego na região, pois das 2 mil vagas acordadas pelo grupo indiano com o Governo Boliviano sobraram aos moradores das províncias da região somente os empregos terceirizados, de baixo salários, pois não foi implantado um plano de capacitação profissional prévia de mão-de-obra.
Os dirigentes reivindicam também a formatação de acordo bilateral que garanta o cumprimento dos direitos trabalhistas e de melhores condições de trabalho aos imigrantes bolivianos que deixam seus países, filhos e familiares em busca de emprego e qualidade de vida no Brasil e na Europa. "Não temos alternativa, ou imigramos ou somos obrigados a ver nossos filhos envolverem-se com narcotráfico para garantir sua sobrevivência", reclama uma dirigente popular boliviana.
Os imigrantes também cobram de ambos os Governos, brasileiro e boliviano, a implantação de políticas publicas que levem ao desenvolvimento econômico e social dos departamentos localizados na faixa de fronteira. Umas das alternativas apontadas a curto prazo é a celebração de convênios bilaterais que garantam acesso de estudantes bolivianos a cursos técnicos da rede
federal de ensino brasileira .
Os sindicalistas bolivianos defendem também a aproximação política com sindicalistas de Mato Grosso do Sul e do Brasil, no sentido de trocar experiências e lutas conjuntas para o cumprimento dos direitos trabalhistas, implantação do sistema Previdência e Seguridade Social na Bolívia, fortalecimento da agricultura familiar, melhoria da condições de trabalho no setor mínero-siderúrgico, organização sindical no setor público e investimentos conjuntos em infra-estrutura, com o asfaltamento da La Carretara, obra em andamento em que uma empreiteira brasileira desrespeita direitos trabalhistas, de liberdade sindical e indenizatórios dos
bolivianos.
bolivianos.
Outras proposta apresentada é a discussão sobre o modelo desenvolvimento econômico da região pantaneira e da faixa de fronteira. Nela predomina o comércio informal de produtos importados, o modelo da monocultura da soja na região de Santa Cruz da La Sierra, a concentração fundiária na pecuária extensiva, empregos em atividades primárias como frigorífico e mineração e mais recentemente, em Mato Grosso do Sul, a produção de cana de açúcar e florestas de eucalipto, setores que além de pagarem baixos salários, predomina a exploração excessiva de mão-de-obra, além de passar pela mecanização, eliminando mão-de-obra e que requer melhor qualificação
profissional.
profissional.
As centrais sindicais também apontaram para a realização de uma nova rodada, prevista para outubro, em Santa Cruz da La Sierra, cujo o tema será a organização e direitos do servidores publico e outro seminário sobre experiência no setor de qualificação profissional e agricultura familiar.
Gerson Jara
Assessoria de imprensa sindical- CUT-MS
Gerson Jara
Assessoria de imprensa sindical- CUT-MS
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
20 de jornalismo da UFMS, o que mudou?
O homem muda ou contexto ou o contexto muda o homem. Com grata satisfação recebi o email convite que comemora os 20 anos do curso de jornalismo, no próximo dia 25 de novembro, em sessão especial na Assembléia Legislativa. Quanta a caminhada... Que bom ligar a telinha da Globo e ver a carinha da Veruska Donato, ou no Globo Esporte e ver o Eric. Ou matérias bombásticas do Rubens Valente e do Hudson Côrrea na Folha de São Paulo. Ou conhecer e acompanhar o trabalho de jornalistas anônimos do grande público, ideológicos e fundamentais para a construção de um nova sociedade, como Éber Benjamim e a Rosália, profissionais que labutam junto ao movimento sindical e como eu, acreditam que somente a organização dos trabalhadores muda a realidade social do nosso País e cria uma nova pauta para os políticos e para os próprios meios de comunicação.
Lembro dos sonhos de produzir um jornalismo de qualidade, numa redação sucateada de máquinas Olivetti. Da indignação frente ao abandono da universidade pela elite tucana, sem professor concursado, sem laboratório, mesmo assim motivados por uma idéia na cabeça e uma máquina na mão e matéria de capa no Projétil.
Lembro dos primeiros contatos e frustações diante das primeiras censuras políticas e econômicas patrocinadas pelo poder estatal, pois na terra do boi, a iniciativa privada ainda não aprendeu que o jornalismo desatrelado do Estado é principal armar para fazer o próprio Estado se aperfeiçoar e disciplinar as relações econômicas do mundo "civilizado".
Lembro de um certo gosto de egoísmo e de competitividade que ainda pairam na prática de redação, onde muitas vezes somos adversários, desumanos, desleal e mesquinhos, sinal que aprendemos a técnica, mas desprezamos a estética e colocamos a ética no bolso ou para pequenas ocasiões. Vale na teoria, mas não são incorporadas à vida profissional e cotidiana.
Sinto a dureza de aprender que jornalismo independente não existi. O que existi é interesse de empresa, negócios privados e estatais que se misturam, restando-nos pequenas brechas onde emplacamos um pouco daquilo que na minha opinião acredito ser jornalismo: compromisso com os direitos humanos, combate a corrupção, defesa das minorias excluídas e oprimidas e agora contra a devastação da civilização humana pela ânsia do lucro e do consumo desenfreado, no qual estamos inserido.
Sinto que a hora de apostar no jornalismo público, independente do Estado e do poder econômico, capaz de fugir da bestialidade da audiência produzida pela repetição estética escravizante da mídia comercial.
20 anos do curso de jornalismo da UFMS. Estamos produzindo cidadãos para Brasil, cada qual contribuindo dentro do que sabe ou deseja para a construção de um novo mundo, com contradições, certezas e incertezas, porém cidadãos.
Vejo que o sonho de arautos da profissão, como professor Edson Silva, Margarida Marquês, Célia, sindicalista, o ex-reitor Jair Madureira, Professor Otaviano, judeu puro sangue (in-memorian), pessoas que pelo exemplo me estimularam a sair das trincheiras da Educação e abraçar a do jornalismo, mesmo enrustido numa assessoria de imprensa que as vezes me sufoca.
Vocês ergueram a parede do pleno exercício da cidadania e aqueceram a mente com os sonhos e utopias de mundo mais humano, fraterno e justo. Obrigado!
Lembro dos sonhos de produzir um jornalismo de qualidade, numa redação sucateada de máquinas Olivetti. Da indignação frente ao abandono da universidade pela elite tucana, sem professor concursado, sem laboratório, mesmo assim motivados por uma idéia na cabeça e uma máquina na mão e matéria de capa no Projétil.
Lembro dos primeiros contatos e frustações diante das primeiras censuras políticas e econômicas patrocinadas pelo poder estatal, pois na terra do boi, a iniciativa privada ainda não aprendeu que o jornalismo desatrelado do Estado é principal armar para fazer o próprio Estado se aperfeiçoar e disciplinar as relações econômicas do mundo "civilizado".
Lembro de um certo gosto de egoísmo e de competitividade que ainda pairam na prática de redação, onde muitas vezes somos adversários, desumanos, desleal e mesquinhos, sinal que aprendemos a técnica, mas desprezamos a estética e colocamos a ética no bolso ou para pequenas ocasiões. Vale na teoria, mas não são incorporadas à vida profissional e cotidiana.
Sinto a dureza de aprender que jornalismo independente não existi. O que existi é interesse de empresa, negócios privados e estatais que se misturam, restando-nos pequenas brechas onde emplacamos um pouco daquilo que na minha opinião acredito ser jornalismo: compromisso com os direitos humanos, combate a corrupção, defesa das minorias excluídas e oprimidas e agora contra a devastação da civilização humana pela ânsia do lucro e do consumo desenfreado, no qual estamos inserido.
Sinto que a hora de apostar no jornalismo público, independente do Estado e do poder econômico, capaz de fugir da bestialidade da audiência produzida pela repetição estética escravizante da mídia comercial.
20 anos do curso de jornalismo da UFMS. Estamos produzindo cidadãos para Brasil, cada qual contribuindo dentro do que sabe ou deseja para a construção de um novo mundo, com contradições, certezas e incertezas, porém cidadãos.
Vejo que o sonho de arautos da profissão, como professor Edson Silva, Margarida Marquês, Célia, sindicalista, o ex-reitor Jair Madureira, Professor Otaviano, judeu puro sangue (in-memorian), pessoas que pelo exemplo me estimularam a sair das trincheiras da Educação e abraçar a do jornalismo, mesmo enrustido numa assessoria de imprensa que as vezes me sufoca.
Vocês ergueram a parede do pleno exercício da cidadania e aqueceram a mente com os sonhos e utopias de mundo mais humano, fraterno e justo. Obrigado!
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