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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Comunidade acadêmica em greve organiza protesto na Barão

A indiferença do Governo do Federal com às reivindicações da comunidade universitária, em greve, resultou em protesto envolvendo professores, alunos e estudantes da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e do IFMS (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul), na última quarta-feira (03.07), em Campo Grande.
Concentrados no calçadão da rua Barão do Rio Branco, o Comando de Greve Unificado dos três segmentos organizou barracas expondo serviços e a produção acadêmica realizada pela UFMS, apresentaram danças e teatros alusivos a repressão enfrentada pela instituição e criticando o descaso do MEC com as reivindicações de professores e técnicos em Educação.
Os professores reivindicam equiparação salarial com os servidores da Ciência e Tecnologia (aumento entre 20% e 40%) e a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro na educação.  Já os estudantes pedem a destinação imediata 10% do PIB (Produto Interno  Bruto), enquanto o Governo Federal defende o investimento de forma escalonada (ano a ano).  Criticaram também a ampliação de cursos sem contratação de professores e técnico administrativos e investimentos em ampliação física, laboratórios, restaurantes universitários , moradia estudantil e ampliação da política de assistência estudantil.
Após as atividades culturais os participante seguiram em passeata pelas ruas centrais de Campo Grande, com a população aplaudindo e se solidarizando as reivindicações.
Gerson Jara
Assessoria de imprensa do Sintect-MS








































































terça-feira, 3 de julho de 2012

PROFESSORES, ALUNOS E FUNCIONÁRIOS DA UFMS REALISAM ATO PELA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Comunidade da UFMS  realiza ato no Barão em defesa da Educação Pública

Universidades federais de todo Brasil estão em greve por mais recursos para a educação, melhores condições de trabalho e melhoria da qualidade educação em geral. Em Campo Grande os professores, alunos e funcionários da UFMS, em greve desde o dia 20 de junho, farão uma manifestação muito diferente nessa próxima quarta-feira, dia 04 de junho. Vários cursos da Universidade vão apresentar seus trabalhos e projetos em uma espécie de Feira de Ciência e estética, buscando demonstrar a relevância da UFMS na história e no desenvolvimento do Estado. O Prof. Dr. Paulo Paes, do Comando de Greve/UFMS afirma que o objetivo do movimento é sensibilizar a opinião pública a apoiar a greve como um legítimo instrumento de conquista de melhores condições de trabalho nas Universidades Federais. Para melhorar a qualidade do ensino, da pesquisa, da produção de conhecimento científico e das ações de extensão é necessário maior investimento.
Atualmente apenas 5% do PIB é gasto em educação. O movimento propõe que sejam investidos 10% do PIB para educação agora, ampliando os cursos de graduação e pós-graduação, melhorando das instalações e laboratórios, contratando professores e técnicos e adequando os planos de cargos e carreira dos professores e técnicos. No ano de 2011 foram gastos pela união apenas 2,99% do orçamento federal com educação e isso, segundo o movimento demonstra o descaso do governo com a educação e o desrespeito com os docentes federais, que mesmo com doutorado recebem bem menos que grande parte das carreiras federais que exigem apenas a graduação.
A UFMS contribui significativamente com o desenvolvimento social e econômico do Mato Grosso do Sul, formando gerações de graduados, produzindo conhecimento e trabalhando diretamente na comunidade. Sem a UFMS o Estado perderia muito da sua capacidade de produção de pensamento, tecnologia e cultura. Para atingir esse objetivo 90% das Universidades Federais estão em greve e mantém um Comando de Greve em Negociação permanente em Brasília para fortalecer a negociação com o Governo.

               Dia 4 de julho, quarta-feira, as 8 horas
                  Calçadão da Barão entre a 14 e a 13 de Maio

Venha participar com a gente dessa manifestação pela qualidade da educação pública.

Mais informações com o representante do Comando de Greve da UFMS/Campo Grande Prof Paulo Paes 9954 7061    pdpaes@yahoo.com.br

segunda-feira, 18 de junho de 2012

UFMS - Despertar é Preciso


"Na primeira noite eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim e não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.
(Maiakovski)



Amanhã (19.06) é o dia decisivo para os próximos quatro anos da UFMS. O processo de formação da Chapa 2 – UFMS PARA TODOS – com Antonio Osório para reitor e Teodorico vice – não é individual, pessoal ou fruto de ambição, mas representa os sonhos, expectativas de  pessoas que querem novos rumos para nossa instituição.
Sonhos de pessoas que tem não tem medo da Democracia. Sonhos dos que não concordam com o jogo de cena e o faz de conta daqueles que tentam jogar a sujeira para debaixo do tapete empurrar os problemas com barrigas, às custas de promessa.  Sonhos dos cidadãos de boa fé que vê não conseguem ficar silenciados diante da irresponsabilidade na aplicação do dinheiro público.
A campanha da UFMS tem lado e têm princípios. Está ao lado dos professores mergulhados em aulas excessivas, sem tempo ideal para pesquisa ou para orientação a contento dos alunos. Está ao lado dos técnicos administrativos mergulhado na desesperança, sem possibilidade de ascensão profissional e de reconhecimento na estrutura burocrática. Vem ao encontro das expectativas dos alunos que veem os sonhos da adolescência/juventude se perdendo nos descasos com a qualidade de ensino,  no marasmo da burocracia ou discurso sofismático daqueles que fazem da discriminação do voto entre os segmentos um argumento legal, esquecendo-se que o papel da universidade é ser baluarte da democracia.
Mas que prédios bonitos, corredores pintados, banheiros reformados ou portal cênico de acesso, desejamos, sim, a busca na excelência na pesquisa, na produção do conhecimento e na extensão.  Uma postura proativa dos gestores, um sistema de controle de gestão eficiente, rápido e de resultados. Espaços de participação permanente, em que a comunidade universitária possa ser consultada, ouvida e ser parceira na mudança de paradigmas e  na condução do presente e do futuro da UFMS.
Chega de aventuras. O potencial intelectual da comunidade universitária deve contribuir para o desenvolvimento regional, interferir na qualidade de vida das cidades, municípios, do Estado e do País. Tem que apontar melhoras para educação, saúde, emprego, pesquisa e novas tecnologias. Tem que resgatar a capacidade de construir um modelo de gestão pública e eficaz no Hospital Universitário.  
Agradeço a todos que superaram o medo da pressão, da barganha, da retaliação mesquinha, das promessas não cumpridas e assumiram nossa campanha acreditando no direito da livre escolha. Dos cidadãos éticos que romperam as amarras das cercas que isolam cada vez a UFMS da sociedade.  
Ousar é preciso.
Contamos com o apoio nesta terça-feira.
Chapa 2 – UFMS PARA TODDOS.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Osório e Teodorico promovem reunião em Corumbá

Cumprindo um roteiro de campanha que a cada dia mais adesão de professsores, alunos e técnico administrativos, os candidatos da Chapa 2 - UFMS PARA TODOS - Antonio Osório (Reitor) e Teodorico  (Vice) cumprem agenda quinta-feira no Centro Universitário de Corumbá. 
Nas reuniões os candidatos apresentaram detalhes dos princípios e pontos programáticos da chapa que preconiza a democratização de todas instâncias da UFMS por meio do voto paritário, reestruturação administrativa prevendo instâncias de decisões colegiadas menores, busca de identidade dos centros universitários, fortalecimento dos grupos de pesquisas por área de conhecimento  e sua identificação com as demandas regionais, reestruturação das matrizes curriculares dos cursos, reduzindo o excesso de disciplinas, mais contratação de professores e técnico administrativos, democratização e planejamento orçamentáro dentro de prioridades acordadas coletivamente e conforme disponibilidade de recursos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

CUT, COB E UGT da Espanha discutem migração de trabalhadores da



Estive participando representando a CUT de MS. Vale apena ser solidário a esta causa:


A imigração de trabalhadores bolivianos para o Brasil é para outros países.
da América Latina e Europa foi de encontro desde quinta-feira (18.08 até
sábado (20.08), em Puerto Quijarro. O evento envolveu dirigentes sindicais
da Central Operaria Boliviana - COB, a Central Única dos Trabalhadores -
CUT do Brasil, UGT da Espanha, por meio do Instituto Sindical de Cooperação
e Desenvolvimento, dentro do programa Trabalho Solidário.
Esta e a primeira iniciativa de entidades sindicais dos trabalhadores para
alinhavar ações conjuntas de lutas e identificar as causas e conseqüências
do fluxo migratório de operários dos distritos e departamentos da faixa de
fronteira para cidades com São Paulo e outros países, como a Espanha.



A comunidade de trabalhadores Bolivianos só no Brasil já ultrapassa a 500 mil
operários, concentrados principalmente no setor de confecção ou de serviços
domésticos. A Estimativa de imigração em todo o mundo, segundo dados
extra-oficiais, já supera 2,5 milhões de pessoas.
No transcorrer do evento apoiado pelo Ministério de Relação Exteriores da Espanha foram discutidas uma agente positiva de trabalho que fortaleça a organização dos trabalhadores bolivianos na região da grande São Paulo.


O desenvolvimento freado, a falta de empregos e de qualificação técnica profissional foram apontados pelos sindicalistas e dirigentes populares bolivianos como a principal causa da imigração.



Como exemplo, citaram a instalação da Mineradora Mutun, em Puerto Soares, que não amenizou a situação do desemprego na região, pois das 2 mil vagas acordadas pelo grupo indiano com o Governo Boliviano sobraram aos moradores das províncias da região somente os empregos terceirizados, de baixo salários, pois não foi implantado um plano de capacitação profissional prévia de mão-de-obra.


Os dirigentes reivindicam também a formatação de acordo bilateral que garanta o cumprimento dos direitos trabalhistas e de melhores condições de trabalho aos imigrantes bolivianos que deixam seus países, filhos e familiares em busca de emprego e qualidade de vida no Brasil e na Europa. "Não temos alternativa, ou imigramos ou somos obrigados a ver nossos filhos envolverem-se com narcotráfico para garantir sua sobrevivência", reclama uma dirigente popular boliviana.


Os imigrantes também cobram de ambos os Governos, brasileiro e boliviano, a implantação de políticas publicas que levem ao desenvolvimento econômico e social dos departamentos localizados na faixa de fronteira. Umas das alternativas apontadas a curto prazo é a celebração de convênios bilaterais que garantam acesso de estudantes bolivianos a cursos técnicos da rede
federal de ensino brasileira .


Os sindicalistas bolivianos defendem também a aproximação política com sindicalistas de Mato Grosso do Sul e do Brasil, no sentido de trocar experiências e lutas conjuntas para o cumprimento dos direitos trabalhistas, implantação do sistema Previdência e Seguridade Social na Bolívia, fortalecimento da agricultura familiar, melhoria da condições de trabalho no setor mínero-siderúrgico, organização sindical no setor público e investimentos conjuntos em infra-estrutura, com o asfaltamento da La Carretara, obra em andamento em que uma empreiteira brasileira desrespeita direitos trabalhistas, de liberdade sindical e indenizatórios dos
bolivianos.


Outras proposta apresentada é a discussão sobre o modelo desenvolvimento econômico da região pantaneira e da faixa de fronteira. Nela predomina o comércio informal de produtos importados, o modelo da monocultura da soja na região de Santa Cruz da La Sierra, a concentração fundiária na pecuária extensiva, empregos em atividades primárias como frigorífico e mineração e mais recentemente, em Mato Grosso do Sul, a produção de cana de açúcar e florestas de eucalipto, setores que além de pagarem baixos salários, predomina a exploração excessiva de mão-de-obra, além de passar pela mecanização, eliminando mão-de-obra e que requer melhor qualificação
profissional.



As centrais sindicais também apontaram para a realização de uma nova rodada, prevista para outubro, em Santa Cruz da La Sierra, cujo o tema será a organização e direitos do servidores publico e outro seminário sobre experiência no setor de qualificação profissional e agricultura familiar.

Gerson Jara
Assessoria de imprensa sindical- CUT-MS