Por 69 votos favoráveis contra 35 contrários, os professores
da UFMS decidiram manter a paralisação por melhores salários, condições de
trabalho e 10% de investimento do PIB (Produto
Interno Bruto) na Educação. A decisão contrariou proposta encaminhada pelo PROIFES-Federação,
da qual a atual direção da ADUFMS (Associação dos Docentes da Universidade
Federal de Mato Grosso do Sul)é filiada.
Também votaram pela continuidade da greve os professores dos
campi de Coxim, Aquidauana e Corumbá.
Na avaliação dos movimentos ligados ao Comando de Greve a
proposta considerada final apresentada pelo Governo Federal mal repõem as perdas atual as futuras da
inflação e ainda tem uma validade de 5
anos, situação que forçará a categoria a promover novas greves para garantir avanços salariais.
De acordo com informativo distribuído pela ADUFMS a proposta do Governo Federal acontece de
forma escalonada, sendo o primeiro
reajuste em março de 2013 com a variação na tabela oscilando entre 13% a 32%,
em 2014 entre 19 % e 36% e em 2015 entre
25% e 44%. O percentual todavia incidirá sobre o piso salarial de 2010,
desconsiderando os últimos 4% de reajuste já incorporado aos atuais salários.
Já o Comando de Greve distribuiu tabela questionando os
índices, apresentando tabela comparativa do Andes (Associação dos Docentes do Ensino Superior). Os valores têm como referência do piso
salarial do Departamento Intersindical de Estudos Econômicos e Sociais (Dieese). Pelo comparativo o maior o salário , nível 1, do Andes, ficaria em R$ 22.693,74 e o menor em R$ 13.266,56,
para o nível professor auxiliar 1. Já a como proposta do Governo Federal
o maior salário no nível titular 1 ficando em R$ 17.067,74 e o menor nível em R$ 8.638,50 para a classe auxiliar 1.


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