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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Professores da UFMS mantém greve em Campo Grande e no interior


Por 69 votos favoráveis contra 35 contrários, os professores da UFMS decidiram manter a paralisação por melhores salários, condições de trabalho e 10%  de investimento do PIB (Produto Interno Bruto) na Educação. A decisão contrariou proposta encaminhada pelo PROIFES-Federação, da qual a atual direção da ADUFMS (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)é filiada.
Também votaram pela continuidade da greve os professores dos campi de Coxim, Aquidauana e Corumbá.
Na avaliação dos movimentos ligados ao Comando de Greve a proposta  considerada final  apresentada pelo Governo Federal  mal repõem as perdas atual as futuras da inflação e ainda  tem uma validade de 5 anos, situação que forçará a categoria a promover novas greves para  garantir avanços salariais.
De acordo com informativo distribuído pela ADUFMS  a proposta do Governo Federal acontece de forma escalonada, sendo  o primeiro reajuste em março de 2013 com a variação na tabela oscilando entre 13% a 32%, em 2014 entre 19 % e 36% e em 2015  entre 25% e 44%. O percentual todavia incidirá sobre o piso salarial de 2010, desconsiderando os últimos 4% de reajuste já incorporado aos atuais salários.
Já o Comando de Greve distribuiu tabela questionando os índices, apresentando tabela comparativa do Andes (Associação dos  Docentes do Ensino Superior).  Os valores têm como referência do piso salarial do Departamento Intersindical de Estudos Econômicos e Sociais (Dieese).  Pelo comparativo o maior  o salário , nível 1,  do Andes, ficaria  em R$ 22.693,74 e o menor em R$ 13.266,56, para o nível professor auxiliar 1. Já a como  proposta do  Governo Federal  o maior salário no nível titular 1 ficando em R$ 17.067,74 e o menor nível em  R$ 8.638,50 para a classe auxiliar 1.
Os professores ligados ao comando de greve defendem a realização de Assembléia específica para discutir a desfiliação da ADUFMS  do Proifes, sob alegação da atual tomar decisões sobre o movimento grevista, sem ouvir a categoria.

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