A coordenação SISTA/MS voltou condenar as atitudes e decisões da reitoria da UFMS que estão prejudicando os trabalhadores técnico-administrativos, especialmente os mais antigos, considerados os “verdadeiros construtores da instituição”.
Além de exigir o fim das perseguições, a direção do sindicato também cobra mais respeito da administração à democracia, pois ela tem colocado em prática ações de repressão interna, utilizando de seguranças terceirizados. “Estão usando o dinheiro público para investimento na privatização das ações internas, constrangendo e desvalorizando os trabalhadores do quadro efetivo da universidade”, exclamou Lucivaldo Alves dos Santos.
O que mais revoltou o dirigente sindical é o fato da reitoria da UFMS ter mandado colocar grades em frente ao prédio da administração central, além de deslocar mais de uma dezena de vigilantes terceirizados para o local. Para Lucivaldo, esta atitude da reitora é injustificável, pois a administração deve estar ao lado de seus trabalhadores e, principalmente, da categoria estudantil, principal motivo da existência de qualquer instituição de ensino.
As declarações do dirigente sindical foram feitas durante assembleia do SISTA/MS, realizada no pátio do setor de Vigilância da universidade, localizada próxima ao prédio da Reitoria. Em sinal de protesto, os trabalhadores presentes deixaram por alguns minutos o local da assembléia e foram até à frente da Reitoria, onde deram às mãos em sinal de união e amor à instituição. O gesto dos trabalhadores demonstrou, mais uma vez, que a história e o patrimônio humano da UFMS são maiores que os atos das pessoas que se dizem administradoras da universidade.
CONTRAMÃO
Lucivaldo Alves dos Santos disse que o gesto de aumentar o efetivo de segurança no prédio da Reitoria foi muito infeliz e fora de contexto. “Justamente na semana que a imprensa noticiou o aumento de furtos e roubos dentro da Cidade Universitária, a reitora reforçou a segurança apenas no seu prédio, um contraste que evidencia mais uma vez a falta de compromisso com a categoria estudantil e com os trabalhadores da instituição”, ponderou o dirigente sindical.
JORNADA DE LUTAS
Por outro lado, os trabalhadores definiram nova jornada de luta, enfocando a jornada de 30 horas semanais e o voto paritário.
A luta pela implantação do voto paritário é uma bandeira do SISTA/MS desde a sua criação, há quase 25 anos. Nos últimos 15 anos, o movimento dos trabalhadores fortaleceu ainda mais esta luta, liderado principalmente por integrantes da atual direção do sindicato. Além de eventos, a atual direção promoveu atos públicos e até abraços simbólicos à Reitoria, exigindo que os trabalhadores técnicos sejam valorizados no processo eleitoral da UFMS.
A coordenação do sindicato e o conjunto dos trabalhadores já demonstraram serem contra o atual sistema eleitoral, que discrimina os técnicos e estudantes e supervaloriza os docentes, numa proporção de 70% de peso no voto para eles e apenas 15% para os demais segmentos. Este sistema nefasto facilita a manipulação, favorece a pressão dos superiores e ainda incentiva o clientelismo com a troca de votos por cargos dentro da instituição, afirma os dirigentes.
Já as 30 horas nas universidades federais é outra luta antiga, mas que ainda não tinha entrado de forma definitiva no calendário de luta dos trabalhadores no MS. Além de ser uma conquista importante para a categoria, sua adoção é amparada em lei e depende apenas da vontade do reitor em concedê-la ou não. Um dos exemplos da aplicação das 30 horas semanais é a UFPEL (Universidade Federal de Pelotas-RS).
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