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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Indios Guarani-Kaiowá pedem maior presença da Sesai nas aldeias de faixa de fronteira


Cerca de 30 indígenas da etnia Guarani- Kaiowá de diversas aldeias localizadas nos municípios de fronteira esteve reunido nesta sexta-feira (06.09), com o coordenador  da Sesai (Secretaria de Saúde Indígena)  do Ministério da Saúde, Nelson Carmelo Olazar, reivindicando melhorias urgentes no atendimento nas aldeias localizadas nos municípios de faixa de fronteira com o Paraguai.   
As lideranças afirmaram que a situação vem checando ao extremo com a falta de medicamentos básicos, água potável, ambulâncias, combustíveis, bicicletas,  motos para os agentes de saúde, enfermeiros e motoristas nos distritos que atendem as aldeias localizadas em Caarapó, Iguatemi, Bela Vista, Amambai  e Paranhos.
Um dos medicamentos essencial que esta em falta nas unidades de saúde é o antialérgico Maleato de Dexclorfeniramina + Betametasona, essencial no tratamento da tosse de crianças e idosos, com os casos se agravando neste período do ano em razão da baixa umidade relativa do ar.   
A demora na manutenção e o conserto tardio das ambulâncias que atendem as aldeias também causam transtornos às comunidades. De acordo com o líder Guarani-Kaiowá,  Otoniel Ricardo, membro do Conselho Atyguassu (Grande Reunião) recentemente um índia perdeu o filho que nasceu dentro da ambulância, caiu e bateu a cabeça por falta de enfermeiro que acompanhasse a paciente.  Sem falar da falta de combustível para socorrer os casos mais urgentes.
Os Guarani-Kaiowá também reclamaram da falta de água potável em diversas áreas mais isoladas de algumas aldeias. Por causa disso são obrigados a consumirem água de rios e córregos sob suspeita de contaminação de agrotóxicos.
A solução da opinião das lideranças se encontra na elaboração  de uma diagnóstico rigoroso da situação dentro das aldeias e na cidades, principalmente nas unidades de saúde e casas de apoio para índios em tratamento. Nelas faltam alimentação e assistência especializada de médicos e enfermeiros.  Uma das lideranças disse que algo não está funcionando à contento em Mato Grosso do Sul, pois ao acessar o site da Sesai, em Mato Grosso, verificou que o atendimento e volume de ações prestados às comunidades indígenas de faixa de fronteira é bem maior que em nosso Estado.  
A abertura de concurso público com conteúdo diferenciado na área saúde indígena é outra reivindicação apresentada pelas lideranças, priorizando a admissão de agentes que moram nas próprias aldeias e que conhecem a realidade dos índios nos municípios.
Outra situação que vem castigando os povos indígenas da fronteira e a falta de convênios e parcerias transparentes com os municípios. Os impasses políticos entre lideranças e alguns prefeitos acabam prejudicando a assistência à saúde em razão de boicote e burocracia.  “Do jeito que anda a situação temos a impressão nada avança na Sesai. Por isso, pedimos uma reunião de trabalho específica da Sesai com os povos Guarani-Kaiowá da fronteira, 


  



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