Cerca de 30 indígenas da etnia Guarani- Kaiowá de diversas
aldeias localizadas nos municípios de fronteira esteve reunido nesta sexta-feira
(06.09), com o coordenador da Sesai
(Secretaria de Saúde Indígena) do
Ministério da Saúde, Nelson Carmelo Olazar, reivindicando melhorias urgentes no
atendimento nas aldeias localizadas nos municípios de faixa de fronteira com o
Paraguai.
As lideranças afirmaram que a situação vem checando ao extremo
com a falta de medicamentos básicos, água potável, ambulâncias, combustíveis, bicicletas,
motos para os agentes de saúde,
enfermeiros e motoristas nos distritos que atendem as aldeias localizadas em
Caarapó, Iguatemi, Bela Vista, Amambai e
Paranhos.
Um dos medicamentos essencial que esta em falta nas unidades
de saúde é o antialérgico Maleato de Dexclorfeniramina + Betametasona,
essencial no tratamento da tosse de crianças e idosos, com os casos se agravando
neste período do ano em razão da baixa umidade relativa do ar.
A demora na manutenção e o conserto tardio das ambulâncias
que atendem as aldeias também causam transtornos às comunidades. De acordo com
o líder Guarani-Kaiowá, Otoniel Ricardo,
membro do Conselho Atyguassu (Grande Reunião) recentemente um índia perdeu o
filho que nasceu dentro da ambulância, caiu e bateu a cabeça por falta de
enfermeiro que acompanhasse a paciente.
Sem falar da falta de combustível para socorrer os casos mais urgentes.
Os Guarani-Kaiowá também reclamaram da falta de água potável
em diversas áreas mais isoladas de algumas aldeias. Por causa disso são
obrigados a consumirem água de rios e córregos sob suspeita de contaminação de
agrotóxicos.
A solução da opinião das lideranças se encontra na elaboração
de uma diagnóstico rigoroso da situação
dentro das aldeias e na cidades, principalmente nas unidades de saúde e casas
de apoio para índios em tratamento. Nelas faltam alimentação e assistência
especializada de médicos e enfermeiros.
Uma das lideranças disse que algo não está funcionando à contento em
Mato Grosso do Sul, pois ao acessar o site da Sesai, em Mato Grosso, verificou
que o atendimento e volume de ações prestados às comunidades indígenas de faixa
de fronteira é bem maior que em nosso Estado.
A abertura de concurso público com conteúdo diferenciado na
área saúde indígena é outra reivindicação apresentada pelas lideranças,
priorizando a admissão de agentes que moram nas próprias aldeias e que conhecem
a realidade dos índios nos municípios.
Outra situação que vem castigando os povos indígenas da
fronteira e a falta de convênios e parcerias transparentes com os municípios.
Os impasses políticos entre lideranças e alguns prefeitos acabam prejudicando a
assistência à saúde em razão de boicote e burocracia. “Do jeito que anda a situação temos a
impressão nada avança na Sesai. Por isso, pedimos uma reunião de trabalho
específica da Sesai com os povos Guarani-Kaiowá da fronteira,


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