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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O horário gratuito do PT de Campo Grande reflete a prática autoritária na comunicação

Setores do PT sempre tiveram dificuldade de radicalizar o princípio da comunicação. Um exemplo é que somente após 7 anos do Governo Lula conseguimos realizar a 1ª Conferência Nacional de Comunicação e as principais resoluções ainda não saíram do papel, principalmente quando se trata de mídia televisa e radiofônica.
As concessões e ortogas  ainda são produtos de lucro para vários empresários, que sublocam o espaço e ganham dinheiro fácil ou quando muito dominam e controlam diversas mídias: rádio, TV, publicidade.   
As rádios comunitárias ainda são amordaçadas pelo apoio cultural e não podem realizar captação comercial na região a qual tem cobertura, por outro lado não existe nem uma linha incentivo a modernização das rádios AMs, sufocada pelas novas modalidades de mídia.
Já no PT de MS sempre enfrentamos uma camisa de força daqueles grupos ou lideranças que apesar do discurso reproduz a prática autoritária no modelo de comunicação existente. Um péssima exemplo foi a relação do TV Educativa com então Governo do PT no Mato Grosso do Sul. Negam a população a versão plural sobre a notícia e acabam reforçando modelos autoritários e globais de comunicação.
Um exemplo é o programa eleitoral gratuito em Campo Grande. Setores que dizem financiar o custo de produção televisa e radiofônica determinam as regras de inserção com base em critérios de cúpula e pouco democrático. Com se parte do  custeio na fosse financiado pelo fundo partidário.
Neste quesito até nossos adversários parecem ser mais democráticos,  dividem o espaço com mais equidade, pois no PT diversos candidatos, inclusive este, foram preteridos na gravação do segundo bloco  em que os candidatos comentam e apontam soluções para os problemas de Campo Grande e resto são jogados, tesourados, no clipping despolitizado e estético que pouca coisa diz.   O argumento seria uma pesquisa entre  15 candidatos melhores posicionados, instrumento que também não foi partilhado internamente.
Realmente a democracia vem virando mero instrumento de retórica em nosso partido. Que saudades do PT quando da sua fundação produzia material coletivo, imprimíamos cartazes em jornais  e o tempo de rádio e TV eram divididos igualitariamente. Crescemos e conquistamos a sociedade sul-mato-grossense por éramos diferentes, nosso sonho era coletivo e não propriedade de meia dúzia de iluminados. O individualismo modernista contamina com nosso partido e dissemina o vírus do autoritarismo na comunicação em outras esferas. Lamentável.
Sem novas práticas não se constroem o novo homem.

Gerson Jara - Jornalista e candidato a vereador pelo PT em Campo Grande. 

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