As concessões e ortogas ainda são produtos de lucro para vários empresários,
que sublocam o espaço e ganham dinheiro fácil ou quando muito dominam e controlam
diversas mídias: rádio, TV, publicidade.
As rádios comunitárias ainda são amordaçadas pelo apoio
cultural e não podem realizar captação comercial na região a qual tem
cobertura, por outro lado não existe nem uma linha incentivo a modernização das
rádios AMs, sufocada pelas novas modalidades de mídia.
Já no PT de MS sempre enfrentamos uma camisa de força
daqueles grupos ou lideranças que apesar do discurso reproduz a prática
autoritária no modelo de comunicação existente. Um péssima exemplo foi a
relação do TV Educativa com então Governo do PT no Mato Grosso do Sul. Negam a
população a versão plural sobre a notícia e acabam reforçando modelos autoritários
e globais de comunicação.
Um exemplo é o programa eleitoral gratuito em Campo Grande. Setores
que dizem financiar o custo de produção televisa e radiofônica determinam as regras
de inserção com base em critérios de cúpula e pouco democrático. Com se parte
do custeio na fosse financiado pelo
fundo partidário.
Neste quesito até nossos adversários parecem ser mais
democráticos, dividem o espaço com mais
equidade, pois no PT diversos candidatos, inclusive este, foram preteridos na
gravação do segundo bloco em que os candidatos
comentam e apontam soluções para os problemas de Campo Grande e resto são jogados,
tesourados, no clipping despolitizado e estético que pouca coisa diz. O
argumento seria uma pesquisa entre 15
candidatos melhores posicionados, instrumento que também não foi partilhado
internamente.
Realmente a democracia vem virando mero instrumento de
retórica em nosso partido. Que saudades do PT quando da sua fundação produzia
material coletivo, imprimíamos cartazes em jornais e o tempo de rádio e TV eram divididos
igualitariamente. Crescemos e conquistamos a sociedade sul-mato-grossense por
éramos diferentes, nosso sonho era coletivo e não propriedade de meia dúzia de
iluminados. O individualismo modernista contamina com nosso partido e dissemina
o vírus do autoritarismo na comunicação em outras esferas. Lamentável.
Sem novas práticas não se constroem o novo homem.
Gerson Jara - Jornalista e candidato a vereador pelo PT em
Campo Grande.
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